Depois de uma noite praticamente sem dormir e da maratona de capoeira do dia anterior, a maioria do pessoal ficou dormindo até mais tarde. Mestre Virgílio, da Fazenda Grande, mestre de Roxinho, finalmente chegou para o evento.
A primeira atividade do dia foi uma aula de capoeira com o mestre Bigo, às 11h da manhã. Dessa vez, ele fez um pouco mais de movimentação. Quando pegava uma pessoa para demonstrar, ele “enfiava o pé”. Passava movimentos perigosos! E ficava bravo se aqueles que iam demonstrar o movimento não conseguissem fazer da forma que ele queria.
AULA MESTRE ROXINHO
Em seguida, tivemos a segunda aula com mestre Roxinho. Ele deu continuidade à questão de pensar e calcular os movimentos do jogo. Mostrou diferentes formas de usarmos os braços para proteger o rosto na ginga. Mostrou possibilidades de entrada e saída de rasteiras e cabeçadas. Sempre mostrando os detalhes dos movimentos e como entrar de forma protegida. Também formas de travar o movimento do outro.
Fizemos a aula ao som dos berimbaus dos dois mestres Virgílio, de Ilhéus e de Fazendo Grande.
Depois, tivemos um tempo para almoçar e descansar, antes das outras duas aulas que faríamos pela tarde, uma delas com o mestre Virgílio da Fazenda Grande.
AULA – MESTRE VIRGÍLIO (Faz. Grande)
Mestre Virgílio chegou com seu alto-astral para nos dar uma aula de ritmo. Pegamos os berimbaus e, em círculo, fomos acompanhando o mestre nos toques: Angola, São Bento Grande e São Bento Pequeno. Depois, chegou o outro mestre Virgílio para ajudar na aula. Enquanto um orientava os que tocavam berimbau o outro mestre ajudava aos tocares de pandeiro.
Ao final, tivemos um momento de bate-papo com os mestres, abrindo espaço para perguntas. Os dois Virgílios contaram sobre suas histórias na capoeira. Virgílio da Fazenda Grande contou sobre a história de mestre Roxinho também – que ele o procurou com 8 anos de idade, para trabalhar, e mestre Virgílio ensinou para ele sua profissão, como soldador e fabricador de grades e o ensinou a capoeira. Roxinho passou a morar com o mestre e considerá-lo como um pai. Hoje, mora na Austrália e ajuda o mestre e toda a sua família.
RODA DE ANGOLA
Depois, fizemos mais uma roda, com a presença dos cinco mestres. Algo muito especial para os relativamente poucos capoeiristas que ali estavam!
Eu joguei com Jesus novamente. Já estava na reserva das energias para jogar!
DANÇANDO SERESTA
Depois da roda, fomos ainda para a vila de Encaixa Pregos, em um espaço onde havia uma “seresta”. Imaginei que seria um som de violões seresteiros, como acontece no interior de Minas, de forma bem tradicional em Diamantina. Mas aquela seresta, era outro ritmo. Um som de teclado acompanhado de um vocalista. Um ritmo parecido com o forró e com o brega. Tive a honra de dançar com os dois mestres Virgílios e aprender um pouco do passo da seresta – mais um aprendizado com eles! Tive também a oportunidade de conversar mais com eles e rir com o mestre Bigo. Dançar, beber, bater papo, interagir...
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